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Exercício físico em jejum



Há algum tempo venho lendo, refletindo e testando pessoalmente os fatos e mitos sobre a prática do jejum, que consiste em ficar um montante de horas sem ingesta calórica. Existem ensaios científicos sobre o assunto, muita informação descuidada e histórias sobre o assunto. Já sei que esse é potencialmente um texto polêmico, mas está na hora de firmar minha posição, no caso, sendo bem específico sobre essa estratégia para reduzir a gordura corporal.
Períodos de jejum acontecem diariamente, principalmente quando você dorme as horas necessárias para sua recuperação orgânica. Sem alguma ingesta calórica, seu organismo reserva o glicogênio muscular e hepático (no fígado), mantém a glicemia constante e libera hormônios relacionados à quebra da gordura (que não são liberados quando acontece a ingesta de calorias) durante o repouso. A intenção é usar esse metabolismo facilitado para queimar mais gordura fazendo exercício físico.
O nome exercício físico é importante, pois será preciso cuidar da atividade, tempo, intensidade e frequência. Essas informações só podem ser controlados com eficiência por um Profissional de Educação Física. Muitas pessoas desconsideram essa segurança justamente por não compreenderem dois aspectos: é possível ter um mal súbito durante o esforço, caso essas variáveis não sejam controladas; e existem faixas de esforço ideais para usar gordura dessa forma, e um pouco acima ou abaixo será extremamente ineficiente. Posso explicar todo o processo fisiológico que inviabilizará o treino nas faixas inadequadas, mas seria um texto muito grande (fica para outro momento).
O treino em jejum potencializa o uso da gordura corporal como fonte energética, auxiliando quem precisa de mais definição muscular. Deve ser prescrito para pessoas treinadas (que eu chamo de atletas, com experiência maior que dois meses sequenciais em um treinamento sério e capazes de suportar o gasto superior a 3000 calorias semanalmente), preferencialmente com atividades aeróbias de bom controle, envolvidas com uma dieta individualizada e controlada e seriedade para controlar as variáveis prescritas pelo treinador. A experiência deve ser graduada até alcançar as características ideais para o praticante em questão, e recursos termogênicos podem ser aplicados com suporte de um nutricionista.
Caso encontre quem critique essa estratégia antes de compreendê-la, leve em conta se a pessoas controla todas as variáveis envolvidas, se está com o treinamento físico em dia e se respeita sua dieta. Do contrário, são palavras ao vento.
Mantenha o foco e treine pesado!

vi no Brunno Elias

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